Tenho escutado de muita gente, recebendo notícias e observando a quantidade de perdas que absorvemos durante a vida. São mortes, renúncias, mudança de vida, partidas, rompimentos, derrotas entre outras. A vida é repleta de perdas, talvez os pessimistas diriam que a partir do momento que nascemos já estamos perdendo pelo avanço da idade.
Os otimistas podem acrescentar que o conhecimento e experiências que temos nos faz ganhar algo e o enriquecimento do nosso espírito (e amadurecimento) é que nos transmite essa sensação de receber algo do Universo. Acredito mais nessa hipótese, ainda que saiba, que as perdas fazem parte do nosso processo de vida.
É a eterna dualidade do ser humano, onde não podemos acreditar de forma absoluta em algo, sendo preferível interagir com liberdade e sem paradigmas de pensamentos. Gosto de acreditar que na vida estamos sempre recebendo, sempre ganhando pois a energia que pulsa dentro de nós é uma grande oportunidade. Não somente para nós - e também - para os nossos entes queridos: amigos, familiares e pessoas que a gente quer ver felizes. Perder ou ganhar, o importante é viver.
"Com as perdas, só há um
jeito: perdê-las. Com os ganhos, o proveito é saborear cada um como uma fruta
boa da estação. A vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona
uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos
e quisermos enxergar.”
Completei 38 anos de idade. E com o aniversário, novas reflexões e objetivos.
O aniversário retoma o momento cósmico do nascimento e, por isso, tem, sim, importância. Não é voltar para o mesmo lugar, mas é voltar para uma configuração de ‘n a s c e r’.
Então, como isso ocorre ‘mais uma vez’, a cada ano, podemos pensar nessa ocasião como a de ‘re- n a s c e r’, reinventar a vida, reescrever a história a partir de outras bases, outra trama de relacionamentos, outra configuração, ainda que se aproxime da situação de um tempo anterior, quando uma carga maior de energia se fez em nós e, uma vez mais, nascemos.
O que renova, então, é a força propulsora, o sopro de vida, que nos dá mais um tempo aqui, como oportunidade para aprimorarmos o espírito, para fazermos nossa tarefa, estarmos próximos de seres que gostamos e que nos gostam.
Partido dessas premissas, eu celebro a vida, celebro meu ‘re-nascimento’ nesses novos tempos!
* Texto enviado por uma grande amiga de jornada Dra. Maria Luiza Cardinale Baptista, com pequena edição. Valeu Malu!
Resolvo
escrever sobre um tema tão interessante e amplo, que jamais pode se esgotar em
um texto, através de simples palavras. Lidar com ele é, então, um exercício de
expressão, para o que não se acaba, não deve se acabar no escrito, mas deve se
renovar constantemente, na vida.
Trata-se
exatamente desse sentimento para o qual a espécie humana dedicou gerações de
contos, poesias, óperas, pinturas, livros e histórias e que nos faz acreditar
que podemos ser melhores “por” e “para” alguém.
Faz-nos
crer que somos especiais e diferentes de outros animais, apesar de, muitas
vezes, agirmos instintivamente a respeito desse sentimento.
A
definição de amor é extensa, podendo variar desde afeição, compaixão,
misericórdia ou, ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem,
satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor
envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém. E é
sobre este vínculo que pretendo discorrer, a partir das minhas limitações e da
visão que tenho sobre o tema.
Os
mais céticos, ao falarem sobre o amor, poderiam convencionar que o mesmo diz
respeito a apenas uma “fórmula” evolutiva da espécie, para justificar a
congregação de pessoas, a reprodução e proteção da prole, tendo em vista as
agruras de um ambiente hostil desde os primórdios da civilização. Apesar
da tentação de querer simplificar o assunto e torná-lo o mais racional
possível, é pouco provável que seja somente disso que se trata o amor.
As
referências são muitas, nesse campo; porém, a principal se dá no âmbito das
sensações humanas diferenciadas, quando se encontra alguém que, aos seus olhos,
faz a diferença.
Essa
diferença não se dá somente aos olhos, porém ao olfato, audição e tato. O tom
de voz, a forma dos movimentos e a relação da pessoa com a vida atraem de
maneira especial. Alguns conseguem definir como uma vontade irresistível de
estar com essa pessoa ou, ainda, uma sensação de conhecer a tal pessoa há anos,
quando na realidade, muitas vezes, o relacionamento é recente, tem apenas
poucos dias ou meses. Ainda assim, a vontade de ficar junto é maior que
qualquer racionalidade. Eis que nos indagamos do que se trata essa
vontade?
Muitos
definem isso como “paixão” e justificam que o mesmo acontece antes do “amor” e
que haveria certo ordenamento sentimental para os eventos. É possível. Só que tão improvável como o amor acontecer
subitamente é que exista uma ordem e intensidade que possa ser medida e
definida como uma palavra ou outra. Irei simplificar e chamar tais sensações
como “amorosidade”, ou seja, um estado de “amor”.
Uma
boa definição da forma como o amor pode acontecer está no conceito grego do
mesmo, que reduz a essência do amor a três nomes: Eros, Philia e Ágape (saiba
mais, clicando aqui).
Contudo,
gosto de acreditar que todo amor surge de uma grande amizade. O amor pode
nascer da simpatia por alguém (É o que a autora Maria Luiza Cardinale Baptista
chama de “amoramizade”) e pela vontade que temos de compartilhar questões e
sonhos com esse alguém. Existe também a chamada “química” entre duas pessoas
que se trata da sintonia desde pensamentos, cheiros e toques de pele.
Em
contrapartida, planejar o amor e idealizar a pessoa amada é o mais próximo
possível de criarmos frustrações pela expectativa do irreal. Afinal pessoas são
falíveis e propensas ao erro, ainda que bem intencionadas, podem cometer
deslizes. Saber como contorná-los e a perspectiva que iremos dar a essas falhas
é que define o quanto estamos preparados para amar alguém. Nesse ponto,
entra o perdão e a doação. Sem o perdão e um amor fraternal pelo próximo,
jamais poderemos amar plenamente. Um grande e incompreendidofilósofodisse: “ama o outro como a ti mesmo”
ou, ainda, “oferece a outra face”. Talvez ele estivesse dando a fórmula
de sucesso para o amor entre duas pessoas. Respeitar as diferenças e acreditar
que vale a pena doar-se para isso fortalece o verdadeiro amor.
Amar
é querer o melhor para o parceiro(a). Comemorar suas vitórias, consolar e dar a
mão nas derrotas e aconselhar as dúvidas. Encontrar soluções, construir o
diálogo. Por vezes, ainda que a felicidade do próximo seja longe de você, a
decisão de abrir mão de alguém pode também ser um ato de amor.
Óbvio
que, ao longo das nossas vidas, acontecem escolhas mal feitas e frustrações,
pela idealização irreal de um amor que nunca existiu. Elas geram correções e
nos fortalecem, para escolhermos melhor, na próxima vez.
E quantas vezes podemos amar numa vida?
Poucas.
No meu caso, amei com intensidade, porém poucas. Como é típico do ser humano, as mulheres que amei eram
pessoas imperfeitas. Meu interesse e encanto estavam ligados justamente a essas
características de imperfeição delas. Ainda que belas (ao seu modo),
inteligentes, educadas, carinhosas (ou não), todas tinham defeitos, sendo que
essas nuanças de personalidade é que as transformavam em pessoas especiais para
mim.
Ainda que uma pessoa possa ser especial, quem não pode enfrentar a realidade externa, como se espera do
indivíduo pleno, com coragem e valor, talvez não possa amar alguém imperfeito. E para que (ou quem) vale ser perfeito? se mudamos pelo outro acabamos nos deformando.
E
nesse ponto residem outras dúvidas dos amantes: é possível mudar por alguém? As
pessoas mudam? Sim, acredito que é possível mudar, mantendo a essência daquilo
que você já é. É possível você se tornar o que realmente você é, para melhor
conviver com alguém.
Deixar
de aspirar ou interpretar um personagem, para se tornar “o melhor” dentro
daquilo que você mesmo é. Descobrir-se e abrir sua mente e conduta para si
mesmo, independente do que os outros possam achar ou julgar. Nisso reside
o verdadeiro ato de amor: servir ao próximo. Estar disponível e aberto para
enfrentar as dúvidas, tormentas, alegrias, conquistas, sonhos e vida plena de
erros e acertos junto com alguém.
E
quem não sentiu, quer os ardores da desilusão assim como o prazer de uma efetiva
conquista? A dor (e algumas sensações
decorrentes da mesma) virá de qualquer maneira, quer a gente ame ou não.
Somos
todos passageiros nessa curta vida e que de pouco valerão os julgamentos que
fizermos sobre o alheio, ainda mais com a arrogante expectativa de que
poderemos ser melhores (ou somos), sem desenvolver qualquer esforço para
sê-lo. Julgar toda a vida o outro, para
só fazê-lo a ti mesmo no final da vida é um erro para quem quer amar
plenamente.
Somente é possível viver com o outro - e pelo
outro.
O egoísmo mata em vida seu portador, como o
câncer mata a si mesmo matando o corpo em que vive. A coragem é daqueles que
agem, ainda que com medo, mas certos de suas convicções. É preferível viver talvez
nos pântanos terrestres ou talvez num oásis, mas com os pés na terra, sentido o
odor da realidade. E
nesse ponto você pode sempre mudar a sua história, se reinventar e
acreditar que vale a pena investir e abrir a sua vida para alguém
especial.
Para
isso é tão importante o conceito de amorosidade, que é “uma condição humana
elevada, aproxima as pessoas do conjunto de virtudes, pois nela estão incluídos
o cuidado, o respeito, a confiança. A amorosidade é bela, boa e verdadeira.”
(Eugenio Mussak). E plena.
Aqui vale também
o que dizMaria Luiza Cardinale Baptista:
“O amor precisa ser calmo, precisa ajudar a dar paz, a resgatar a sensação
de plenitude, de aconchego, de confiança plena, de possibilidade de
desnudamento, pleno, sem medo, sem constrangimento.”
A
amorosidade envolve a prática de expressar o amor em tudo que fazemos e a todos
com que nos relacionamos. Significa que não temos somente interesses pessoais
envolvidos, idealizando o parceiro(a) ou que não estamos interessados na
possível condição financeira ou de status do mesmo. Significa que podemos amar
plenamente alguém, pois o ato de amor está em tudo que fazemos, desde o
trabalho, estudo, cuidado com a saúde, relações amigáveis, entre outros. A
amorosidade trata de romper com o orgulho e vaidade, em prol de algo muito
maior, que podemos acreditar se tratar do singular sentimento do Amor.
Por
isso, fica a sugestão de orientação para a vida:ame-se e ame muito.
Época de virada de ano, pausas para reflexões, tempo para relaxar por alguns dias. Algumas pessoas na cidade e outras na praia – o meu caso. Sigo uma rotina na praia, intercalada de treinos e pausas para não fazer nada. Outros momentos para conviver mais com as pessoas que amo, minha família. Também aproveito para refletir e planejar o que posso melhorar no meu Caminho.
Então, num dia desses, estava cedo na praia para aproveitar o mar e o sol. Eis que me bate uma rara melancolia, um pensamento estranho, me fazendo perceber que eu estava sozinho e que isso não era bom. Eu gostaria de ter uma companhia, naquele momento, alguém para trocar uma ideia ou apenas estar perto. Não tinha - não era o caso naquele dia. Eis que, do nada, surge um labrador. Um tanto estranho aquele elemento na nossa praia, pois é proibido cachorros na areia e existe certa patrulha privada a respeito. Aliás, em 15 anos de praia, no mesmo local, jamais havia visto um cachorro ali.
Então, o cachorro olha para mim e, como se percebesse meu pensamento, se aproxima. Baixa a cabeça, enquanto eu, automaticamente, estendo a mão e faço carinho nele. Converso com o bichinho e pergunto onde está seu dono, ou o que ele faz ali na praia. Ele parece me entender e fazer um olhar triste. Percebo alguns machucados na cabeça dele, já secos e velhos, sinais de alguma briga com outros cachorros ou coisas do gênero. Ele senta ao meu lado e logo deita, com a cabeça entre as patas.
Imagino que ele deve ter se perdido de alguma família rica; que, por não saber se virar na rua, deve ter apanhado de outros cachorros, enquanto procurava por comida; que estava abandonado na praia. Sozinho.
Apesar de muitas pessoas ao redor, ambos nos sentíamos sozinhos e, naquele momento (juntos), tínhamos alguém. Não estávamos mais sozinhos. Outras pessoas pareciam não enxergar o cachorro comigo, deitado ali. Então, fiquei passando a mão na cabeça dele, me deitei e dormi. Quando acordei, ele havia ido embora, meu companheiro de praia já não estava mais por perto. Fiquei pensando se eu havia sonhado. Olhei ao longe, na costa da praia, e enxerguei um rabo abanando ao longe. Era ele: o labrador. Algumas pessoas têm uma relação (mais que) afetiva com animais. Outras acreditam que eles possam ser anjos que nos fazem companhia, em momentos que precisamos, na nossa curta jornada aqui na Terra. É verdade, animais são criaturas especiais, embora muitos não percebam isso.
Por um breve espaço de tempo, aquele labrador levou minha tristeza embora. E creio que eu passei um pouco de conforto para ele. O que podemos esperar mais numa relação? Nunca mais encontrei aquele cachorro. Talvez fosse um anjo. Talvez somente eu o tenha visto. Ficou um pouco dele e levou um pouco de mim.
Volto a escrever, após um tempo de ausência do blog e com alguns novos temas definidos. Muitos deles, como este que apresento, estavam “na gaveta”. Felizmente organizei meu tempo e as ideias, para voltar a escrever. Sparring é uma palavra inglesa, muito utilizada nas Artes Marciais; entretanto, sua origem é do Boxe. Trata-se de uma pequena e estranha palavra, que diz muito sobre um comportamento:
“Verbo “spar” ou seu gerúndio “sparring” são termos usados quando lutamos mais com sentido de treino, exibição ou, mesmo, puro divertimento. Usamos o verbo “boxear”, quando lutamos pra valer.” “Substantivo sparring, para denominar um colega que tenha estilo semelhante ao do nosso próximo adversário e que se dispõe a ajudar nosso preparo, fazendo lutas de treinamento conosco.”
Parece simples o conceito de sparring; porém, após alguma reflexão e muitos anos de treinamento, deparei-me com o múltiplo sentido dessa palavra. Isso foi possível, em decorrência do aprendizado intuitivo, produzido ao mesmo tempo em quedou aulas de karatê-dô. Nesse sentido, fico grato aos meus alunos, por proporem esses desafios no nosso Caminho (Budô).
Esse insight surgiu durante algumas aulas, em que praticávamos técnicas de luta e, posteriormente, fazíamos a luta em si, e eu não conseguia fazê-los aliviar a força e a excitação, pelo combate. Pedia que começassem com menos intensidade e procurassem colaborar com o colega, o que não acontecia. Após alguns machucados e contratempos, tivemos uma conversa. Procurei explicar a intenção do treinamento e a necessidade de oferecer o auxílio ao colega, no treinamento. Ou seja: ser um bom sparring.
Um das dificuldades em ser um bom sparring é a insegurança. Óbvio que ninguém gosta de perder ou se sujeitar à derrota (ainda que de forma ficcional); entretanto, o praticante que está sendo sparring está simulando essa situação. E para qual finalidade? Para proporcionar o desenvolvimento do colega, nas suas técnicas. A questão, porém, é que o sparring também se desenvolve enquanto é o “alvo” do colega. Ele também aprende a noção de distância (maai), de tempo certo (deai) e de vários itens técnicos envolvidos no combate. A posição do olhar, a movimentação do corpo, a postura, a concentração e o espírito (zanchin) estão sendo trabalhados pelo sparring, e isso é um treinamento intenso.
Então, por que o sparring (ou o outro) tenta resistir à aplicação de uma técnica ou cria dificuldade, em excesso, para o colega? Por que não ceder e colaborar com a evolução de ambos?
Podemos transferir essa questão para a nossa vida, porque as pessoas também resistem às ideias, às mudanças e, mesmo, ao afeto. Quantos relacionamentos são destruídos, onde o casal tem coisas em comum (e até amor), porém ambos jogam um “antijogo”, não sendo bons “sparrings”, um para o outro? Não cedem em suas vontades, em suas idiossincrasias, em suas opiniões, causando um mal-estar ou, pior, magoando o parceiro.
Esse simples conceito do universo das lutas se aplica diretamente na nossa vida. Ser um bom sparring cria uma mágica para o próximo. Abre caminhos, gera cortesia, trabalha no auxílio de possibilidade em fazer algo e “poder” fazê-lo melhor. Cria confiança no próximo, rompe as barreiras e promove o crescimento pessoal.
Ser um bom sparring é ótimo!
E por que temos dificuldades em agir assim? Pela falsa noção de controle que queremos ter. Quando criamos dificuldades para o próximo, estamos tentando controlar o que deveria fluir naturalmente. Nem tudo ao nosso redor deve ser manipulado ou, necessariamente, é nossa responsabilidade. As ações e reações das pessoas que amamos, por vezes, não têm lógica alguma! São frutos de coisas que sequer imaginamos, de vivências e má interpretação de um passado que não pode ser mais modificado.
Nas Artes Marciais, ceder o controle não significa perder o controle. Significa interagir, de forma dinâmica, com o ambiente e extrair a maior energia, com o mínimo de esforço, contração muscular (e espiritual) possível. Significa esvaziar a mente de medo, orgulho ou de angústias. Isso também pode ser chamado de “Mushin” (fig. ao lado - mente vazia, mente livre), um estado mental que possibilita agir sem hesitar, quando necessário. Esse jogo de controle e não-controle faz parte da formação de um lutador. Para chegar ao ponto de deixar fluir as ações, o praticante deve estar seguro da sua técnica e almejar um bom resultado. Por fim, ser um bom sparring é um ato de caridade. Muitos podem confundir caridade com dar algo a alguém que é mais pobre; todavia, o significado dessa palavra vai além. Ser caridoso também significa benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias. E, com isso, trabalhamos o ego.
Livrando-nos do ego, recorremos à humildade e as coisas fluem melhor. Em japonês, isso pode se manifestar como Nyuanshin (coração dócil, mente receptiva), que também significa certa flexibilidade de espírito, que ateste sua disposição em aceitar as coisas tais como são apresentadas. Se você adotar esse tipo de conduta, na prática, adquirirá a característica da humildade e beneficiará as pessoas e a sociedade da qual você faz parte.A ausência dessa característica denota orgulho e ego, os elementos que conduzem à fricção mental e que constituem um obstáculo ao desenvolvimento espiritual. Ser um bom sparring é ser flexível com o próximo e consigo, é adaptar-se e desafiar-se,buscando o desenvolvimento. Isso, nas Artes Marciais ou na vida. Oss
É necessário conhecer intelectualmente o que é bom e o que é ruim. Também é necessário desenvolver a inteligência para distinguir o certo do errado em várias situações complexas.
Assim, é necessário ensinar a pessoa a distinguir o bom do ruim, diferenciar o que é certo e o que é errado.
A educação moral deve ser trabalhada no aspecto das emoções. Mesmo que, intelectualmente, você saiba distinguir o certo do errado, se não for treinado emocionalmente para gostar do que é bom e evitar o que é ruim, sua capacidade de fazer o bem e de rejeitar o ruim será deficiente.
Se a moral não for cultivada intelectual e emocionalmente, não se chegará a bons resultados.
Além disso, mesmo que você tente fazer o bem e rejeitar o mal, se a sua força de vontade for fraca, ocorrerá muitas vezes o oposto. Assim, o treinamento da força de vontade deve fazer parte da educação moral – uma força de vontade fraca pode resultar na incapacidade de fazer o que você considera correto ou de evitar algo que você sabe que é errado.
Também é importante lembrar-se do hábito.
Mesmo que você tenha intenção de fazer o bem, se não desenvolveu esse hábito, suas melhores intenções podem facilmente se desvirtuar. E mesmo as melhores intenções de rejeitar o mal podem falhar se você não desenvolveu o hábito de fazer isso. Por essa razão, você deve procurar cultivar bons hábitos, amar o que é bom e rejeitar o mal diariamente.
Extraído do livro "Energia Mental e Física" de Jigoro Kano (fundador do Judô).
Se existe algo que não é monótono, é a vida. Sim, essa mesmo que você está vivendo agora. A sua vida. Impressionante a quantidade de opções e desafios que a vida nos apresenta, ao longo dos anos que se passam sem que a gente perceba. Viver significa buscar a compreensão do que somos e para que vivemos, sendo que a trajetória (caminho) é mais interessante que os pontos de chegada, que chamados “objetivos”.
" Viver é a coisa mais rara do mundo - a maioria das pessoas apenas existe." (Oscar Wilde)
Tenho refletido sobre as vitórias e derrotas. Sobre os bons e maus momentos. Sobre as conquistas e as inúmeras derrotas. Sobre as pessoas que passam pelas nossas vidas, que estão conosco e também sobre as que já se foram.
Por alguma razão esses pensamentos povoam a minha mente: seja numa festa ou num simples bate-papo com amigos. Dizem que os melhores momentos das nossas vidas não são materiais e (sim) estão relacionados com a convivência com pessoas que amamos. Isso é uma visão otimista.
E os momentos ruins? Onde ficam nessa história? Eles existem e superá-los nos torna mais seguros e maduros. Momentos ruins são uma espécie de treinamento para a vitória. O que quer que a vitória signifique para você.
Essa felicidade que muitos falam aos quatro ventos e almejam não passam de poucos momentos da nossa existência. A vida é recheada de problemas e solucioná-los faz parte da nossa condição de seres humanos. Fácil falar (ou escrever), porém quando nos deparamos com os mais diversos problemas, levamos sustos e a tendência é pensar negativamente sobre os mesmos ou a nossa capacidade de supera-los.
Pegamos o limão e jogamos fora - ao invés de transformar o tal limão numa limonada. Essa é a nossa tendência, graças à ansiedade que se plantou nesse novo século de soluções instantâneas.
Mas ainda existem momentos que parecem sonhos, quando o estamos vivendo.
Podem ser viagens a lugares que só víamos em filmes, conquistas que pensávamos ser impossíveis para nós, celebração de vitórias ou um simples ato de colocar uma roupa bonita e nos sentirmos bem. Por vezes, esses momentos podem ser ainda mais simples, como caminhar num parque num belo dia de sol. Sentar e escutar os pássaros e absorver o que a natureza nos oferece (de graça) todos os dias.
Já tive situações onde num turno estava sujo da cabeça aos pés de poeira. A tarde estava atlético, comandando um evento importante e a noite estava em outra cidade, de terno e gravata, em um sofisticado local. Já tive situações onde dormi num banco em uma estação de trem sozinho e com frio ou passei horas em um aeroporto - e na noite seguinte - estava num confortável hotel, numa cidade maravilhosa e falando outro idioma. Ou em situações onde estava sem nenhum dinheiro, e no dia seguinte, estava mais próspero.
Afinal quantas vidas somos capazes de viver numa só existência? Quantas experiências absorvemos em cada situação? Dezenas, centenas, milhares, impossível mensurar a vida! E isso que gera uma massa crítica para formar o caráter e uma inteligência diferenciada. A variedade de situações vividas. Claro, para a formação do caráter vamos precisar ainda mais alguns detalhes, que não vem ao caso. Algumas pessoas não aprendem nunca, mesmo com diversas experiências – não é da natureza delas evoluir.
" Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez." (Dalai Lama)
Entretanto é simples passar por uma vida, despercebido. Não fazer a diferença. Não amar ou tampouco se permitir sentir emoções . Basta seguir um roteiro pré-determinado de ações que a sociedade prescreve para você. Nada contra, vejam bem.
Muitas pessoas são extremamente felizes na sua rotina e vivendo de forma simples e limitada. Amando os bichinhos, porém amando pouco o próximo (e a si). E a simplicidade não tem nada a ver com o luxo, porém com a forma de você ver o mundo e as pessoas que te cercam.
Ainda assim questiono-me sobre o valor de algumas experiências. Penso o quão inútil é ter uma opinião sobre a vida dos outros, como se a nossa vida fosse perfeita. Acredito que o diálogo leva a soluções de questões entre pessoas e percebo que fora disso, estamos apenas criando situações desconfortáveis por causa da maldita “opinião” que achamos que temos.
Quando debatemos sobre “fatos” fica mais simples entrarmos num consenso, todavia quando a conversa é sobre “opiniões” (principalmente sobre um problema) a solução fica mais distante. Essa estranha mania do ser humano de ter opinião sobre tudo e querer ter a razão. Quem tem a razão tem a responsabilidade sobre aquilo. É quase como se assinasse um contrato dizendo que aquilo é uma “verdade suprema” e não existem outras possibilidades. Pasme, a vida nos apresenta (diariamente) alternativas, para tudo.
E as vezes que achamos que os nossos problemas são os maiores do mundo? Que a nossa vida está toda bagunçada e que não somos tão “perfeitos” como gostaríamos pensando e se comparando (injustamente) com o próximo? Terrível! Quando queremos o “colo” de alguém, porém sem perceber que nunca estamos dispostos a dar colo ou saber do problema do próximo (tem gente que nem sequer nota o próximo ao seu lado). Nessas horas a vida pode nos apresentar questões como a doença de um familiar, ou ainda, nos propõem desafios pessoais que nos provam que deveríamos ter agido (e pensado) melhor. Que fomos injustos com o Universo e, talvez, não fossemos merecedores de todas as graças.
Os altos e baixos em uma vida são inevitáveis. O que nos resta a fazer e se preparar para o amanhã. Fazendo o melhor e a diferença hoje, para nós e para as pessoas que amamos. Não é uma tarefa fácil, óbvio. Nem sempre queremos sorrir, nem sempre queremos sair de casa ou ainda superar obstáculos. Algumas vezes não moramos num lugar que gostamos (casa, bairro ou cidade) e parece que as vidas que estamos vivendo não é a nossa. Muitos se sentem deslocados, mesmo tendo passado uma vida inteira num local ou com um grupo. Porém o que nos resta fazer senão continuar a viver? O que nos resta a fazer senão interagir e buscar o amor (dar e receber)? Em determinados momentos podemos mudar tudo, em outros temos, que nos resignar. Reclamar definitivamente não é a saída. Agir, sim.
Nossa vida é um livro com milhares de páginas e cada um está escrevendo a sua edição única e original. Nas entrelinhas estão nossos pensamentos, nossas angústias e alegrias, nossa dor e nossas lágrimas. E mais: muitas dessas páginas ninguém vai ler ou saber! Somente você! O que não impede dessas histórias se tornarem parte do ser humano que você é. Ou na simples felicidade de ter escrito a sua própria história de uma forma justa e a garantia de um sono tranqüilo.
Quando chegarmos ao final da nossa vida, que possamos fechar os olhos com a certeza de termos feito a diferença e o melhor que pudemos. Talvez, a única palavra sensata a se dizer (ou pensar) no leito de morte seria “obrigado”.
Claro, isso é apenas uma opinião. Mesmo assim, obrigado.
Quero escrever sobre o universo das mulheres e sobre as grandes transformações que estão ocorrendo nos últimos anos. Difícil para um homem escrever sobre isso, sem parecer machista ou piegas. Escolhi o dia dos namorados, para escrever, pois me parece conveniente. Não que o dia influencie nas minhas ideias, por qualquer razão, visto que sempre tive experiências positivas nesses dias. Até os dias de hoje, tive os amores que mereci, cada uma com o seu devido valor e personalidades únicas.
Ocorre que tenho observado um aumento significativo do número de solteiros e de solteiras, atualmente. Ainda que em diferentes proporções, há também pessoas que optam, inclusive, por uma mudança de opção sexual. Sobre esse último aspecto, posso escrever outro dia; porém, acredito que isso sempre existiu, na história do mundo, e é mais natural que parece. Respeito quem opta por outro caminho, ainda que me mantenha heterossexual e ogro. A grande mudança, no entanto, nos nossos tempos, está no aumento de solteiros, em ambos os sexos.
E por que isso?
Acredito que a feminilidade está em extinção. A parcela mais adorável da personalidade feminina está sumindo. E o que isso significa? Que as mulheres estão se tornando mais masculinas, nas atitudes e hábitos. Infelizmente. As mulheres sempre mantiveram suas qualidades de agregar valores e condutas, de tranquilizar os embates, de amenizar os problemas. Agora estão mudando. Estão cada vez mais parecidas e neuróticas com (e como) os homens.
E isso está ocorrendo, graças a nós, homens. Sim, nós, por milhares de anos, procuramos dominar, subjugar e menosprezar as mulheres, como dóceis seres humanos. Por séculos, obrigamos as mesmas a nos servirem e a aceitarem os nossos desejos e hipocrisias, sem chance de as mesmas poderem optar por um caminho diferente. Há poucas décadas, as mulheres ainda eram obrigadas a ficar casadas com um marido que passava a noite na farra e voltava para casa com cheiro de bebida e cigarro, indo dormir da maneira que chegava da rua, ao lado da sua “esposa”. Que papel ridículo esse a que o homem se propôs - e que obrigou as mulheres a aceitarem. Talvez isso seja da natureza do homem ou talvez seja uma perversão do processo civilizatório, não sei.
Graças a esse quadro de dominação masculina, a mulher chegou num ponto onde queria ter tudo que havia deixado para trás. Queria toda a liberdade e experimentar todas as nuanças do universo masculino - das mais suaves atitudes às mais pesadas patologias. Não estou falando apenas da liberdade sexual, mas também da civil e profissional. A mulher passou a trabalhar fora, vencer como profissional e conquistou a suposta liberdade, assim como perdeu a saúde. Nesse cenário, mulheres estão fumando mais, estão tendo mais problemas cardíacos, estão mais estressadas e a carga de trabalho ficou quatro vezes maior que no passado. Muitas estão bebendo mais e cada vez mais cedo, por diversão, sem considerar as diferenças fisiológicas entre o fígado de uma mulher e o de um homem. Já presenciei, diversas vezes, mulheres competindo com homens, copo após copo de tequila, e com qual finalidade? Afirmação.
Enquanto o homem observa tudo com um ar de desdém e admiração, no fundo, de forma coletiva, percebe que ainda segue usando a mulher.
E onde ficou perdida a feminilidade? A feminilidade de que falo consistia naquela parcela da mulher que a fazia leal, cuidadosa, uma pessoa que se preservava e que era cuidadosa com a família. Por vezes, a mulher abnegava-se de coisas em prol da família e a favor do companheiro. Era uma defensora do mesmo, da privacidade do casal, valorizando as qualidades da parceria e tendo paciência com os defeitos. Hoje em dia, para que ter paciência, se estamos numa sociedade do descartável? Uma sociedade, onde tudo é rápido e pode ser dispensado, sem maiores custos. Mesmo relações não precisam durar, afinal a vida é curta! (estou sendo irônico!)
Algumas mulheres, ao perderem a feminilidade, estão transando mais com mais parceiros, estão bebendo mais, dormindo menos e esquecendo suas famílias. Justificam tudo como uma “busca” pela felicidade e pela liberdade, quando, de fato, estão se prejudicando e corrompendo. Com o tempo, acabam se drogando, entrando em depressões ou se internando em clínicas, para solucionar problemas de temperamento, e não exatamente problemas psicológicos. Pura falta de caráter e de feminilidade.
A perda da feminilidade também está explícita na moda, em desfiles onde as modelos parecem ser “andrógenos”, metade mulher, metade robô, uma boa parcela, homem. O cinema retrata bem esse quadro, em filmes onde aparecem mulheres que espancam vilões e matam sem piedade e disfarçam-se de mulheres sem sentimentos e que usam o sexo para conquistar e conseguir o que querem.
Novelas mostram, para as crianças, que mulheres que usam de todos os artifícios para subir na vida são vitoriosas e ricas. Nas mesmas edições de seriados de TV, casais trocam de parceria como quem troca de roupa, inclusive promovendo relacionamentos dentro das próprias famílias, sem nenhum charme de trama grega.
Mulheres no trânsito também perdem a feminilidade e não agem mais com tanta cautela. Podemos observá-las cortando a frente de outros carros, invadindo o corredor de ônibus, ameaçando e xingando pedestres, andando de motos de forma violenta, entre outras façanhas. Além disso, algumas parceiras estão discutindo com os companheiros, pelo simples hábito de quererem provar um ponto de vista e vencer. Outras estão brigando com os parceiros, por dinheiro, não considerando um projeto maior de casal e futuro. Apenas visualizam o tempo presente e as aparências.
A internet está colaborando com essa perda da feminilidade. Muitas mulheres estão abreviando o caminho da conquista, através de sites de relacionamentos, onde podem analisar currículos e determinar exatamente um perfil de homem que necessitam. Nada contra isso; porém, onde fica a saudável contradição dos opostos? Algumas não percebem que estão oferecendo a sua companhia para completos desconhecidos e abrindo suas vidas e correndo risco de saúde (e dignidade), convivendo com um número maior de parceiros e se expondo, como se fossem produtos. Inclusive, alguns perfis em sites de relacionamentos são muito parecidos com perfis de sites de prostituição, com mulheres de biquíni ou seminuas e em posições reveladoras. Sob um certo aspecto, não sou contra, óbvio, porque sou um homem e gosto de vê-las. Porém, a que ponto chegam algumas pessoas? Esses dias, acessei um perfil desses e encontrei uma renomada advogada e professora se expondo como se fosse uma meretriz. Sem ofender as meretrizes. Essas últimas, profissionais, que estão perdendo mercado, a cada dia, graças à grande oferta de sexo fácil.
Sim, chegou a vez de as mulheres nos usarem!
E o que fazer quando, em um belo dia, um amigo te apresenta a namorada e você dá de cara com aquela pessoa que viu num perfil de site de relacionamento ou que sabe que é uma consumidora voraz de sexo fácil. Você estende a mão e deseja felicidades. Coitado do amigo!
Mulheres que perderam a feminilidade são falsas. Querem chamar a atenção a todo o custo e buscam, de forma mercenária, a felicidade. Pensam somente no seu bem-estar momentâneo e no quanto de valor financeiro e de status podem alcançar. Não usam os atributos femininos e, sim, agem como homens, visando o jogo da conquista. São materialistas e justificam seus fracassos amorosos como culpa de homens sem caráter, quando, de fato, estavam usando as ferramentas erradas de sedução.
Óbvio que não são todas as mulheres que perderam a feminilidade. Certamente existem muitas mulheres que convivem com toda a liberdade e recursos; porém, não perderam a principal diferença de uma mulher para um homem. Existem muitas mulheres de fibra, que persistem, que são leais aos seus parceiros, que buscam a felicidade, trabalham, se esforçam, são boas mães e boas esposas. Participam da sociedade e contribuem para algo melhor. Mulheres que mantêm sua feminilidade, sua parcela meiga e suave. São humildes, sem serem submissas (como diria a filósofa, minha mãe).
Essas verdadeiras mulheres ainda estão salvando as relações. Essas verdadeiras mulheres ainda preservam suas identidades e características, aliando tudo que a liberdade pode dar aos valores que valem a pena serem preservados. Não são descartáveis e não consideram homens como objetos ou inimigos. São aliadas dos homens e buscam evoluir. Construir algo maior. São mulheres femininas, que sabem valorizar e elogiar um homem, que sabem como satisfazer e dar mais segurança ao parceiro.
Para finalizar, quero colocar um trecho de uma psicanalista, que cita o seguinte:
“A nova mulher do milênio pode ser sensual e sedutora, com erotismo à flor da pele, sem que seja a prostituta, com uma performance apenas mecânica, ou a mulher-objeto, que é embalada com papel celofane e oferecida como mercadoria. A sensualidade e a sedução são marcas da feminilidade agora e se deslocam para o ser da mulher, de modo que não são mais patrimônio apenas dos homens. E vale ainda lembrar que a sedução não precisa mais ser encarada como pejorativa, com um caráter maléfico. Pode ter traços de doçura e de graça. A sedução é a revelação plena do desejo feminino, a conquista pela mulher de sua feminilidade. A bela atriz de cinema Greta Garbo pode ser ilustração disto, uma vez que fascinou a todos os sexos, que ficavam estonteados com a feminilidade de seu erotismo, a leveza de seus gestos, sua essência e poderia ser considerada a condensação do puro erotismo, a sua feminilização quase absoluta. Por isso permaneceu na memória de todos e no imaginário do século atual como aquilo que é mais do que o belo.”
Inspirado na antiga lenda de um samurai, o jardim japonês virou significado de equilíbrio e harmonia, tanto no Oriente quanto no Ocidente. A história que teve origem no Japão e foi difundido mundo a fora é a seguinte: um jovem samurai resolveu abandonar a escola e seguir o caminho do mal. Seu mestre tentou fazê-lo mudar de idéia e, sem sucesso, foi obrigado a desafiá-lo em uma luta: era sua missão.
A experiência e equilíbrio do mestre foram decisivos para vencer o duelo e matar o jovem.Quando chegou a notícia da morte do aluno na escola, houve uma comemoração em massa, que foi interrompida pelo vencedor da luta. Indignado, o mestre ordenou que todos os alunos preparassem o jardim da casa do samurai, em homenagem ao ex-aluno. O trabalho foi realizado com ferramentas rústicas, e as pedras, utilizadas em número ímpar, foram deslocadas com a força dos braços.Para os japoneses, estas pedras significam as adversidades e o respeito. A idéia foi transportada para uma caixa, onde o "jardineiro" pode exercitar seu equilíbrio e refletir. A reflexão sobre os nossos atos, sobre a nossa prática e consequências das mesmas é uma constante busca pelo equilíbrio. .
.
Assista abaixo a entrevista com Mestre Tokuda, sobre o Zen Budismo e Artes Marciais: